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Encontro de Campeões para fechar o ano

Na última sexta-feira, a equipe do Instituto C se encontrou pela primeira vez, desde o início da pandemia, para um café da manhã especial na sede, localizada na Santa Cecília, em São Paulo, que celebrou o fim deste ano. “Pensamos que seria importante reunir os colaboradores no fim do ano. Apesar do retorno das atividades em parte presencial, algumas equipes não tinham se encontrado ainda pessoalmente.”, explica Vera Oliveira, Fundadora e Gerente Geral do Instituto C.

A reunião seguiu todos os protocolos de segurança, disponibilizando mesas individuais, que respeitavam o distanciamento entre os colaboradores, álcool em gel e luvas de plástico para que cada um pudesse se servir dos alimentos na mesa principal que foi montada em um local diferente da área principal para evitar aglomerações. “A preocupação com a segurança dos colaboradores esteve presente desde o início. Sabíamos que seguindo as diretrizes do governo do estado, poderíamos reunir os colaboradores por conta do número e do espaço disponível.”, comentou Vera.

Ao chegarem no Instituto, os colaboradores eram recebidos pela Flávia Almeida e o Gustavo Louver, equipe responsável pela organização do encontro, e recebiam alguns corações de papel colorido que deveriam ser usados como forma de abraços. Após o café, a equipe sentou no salão para uma roda de conversa que provocou uma reflexão sobre o tempo. Para isto, a área de Comunicação preparou uma retrospectiva com vários momentos vividos durante o ano. Dividida em blocos – Integração, Partidas, Adaptação, Colaboração, Chegadas e Conquistas – a Retrospectiva foi responsável por dar o pontapé inicial na conversa que contou com a participação de todos e depoimentos super emocionantes.

Gincana Nota Fiscal Paulista

O momento mais aguardado do café foi a premiação da gincana interna que reuniu a equipe em torno de um mesmo objetivo, alcançar 170 cadastros de Nota Fiscal Paulista em benefício do Instituto C. A gincana também tinha metas individuais, 9 cadastros cada um, referência aos 9 anos de Instituto C, completados em outubro, mês de lançamento da gincana.

O Instituto C premiou sete colaboradores que conseguiram se destacar conquistando mais cadastros, foram eles: Breno Pereira (41 cadastros), Carlos Nascimento (40 cadastros), Flávia Almeida e Nayara Oliveira (24 cadastros), Talita Lima (19 cadastros), Paloma Costa (18 cadastros) e Katia Moretti (16 cadastros). Ao todo, a equipe alcançou 277 cadastros, quase dobrando o número de cadastros que o Instituto C tinha antes da gincana. “Este foi o maior número de cadastros que conseguimos nos últimos anos aqui no Instituto C. Foi muito legal ver e participar desta gincana de forma colaborativa, com todos se ajudando para que a meta individual e coletiva fosse atengida.”, comentou Paloma Costa, Coordenadora de Captação.

Os colaboradores ainda receberam um chocotone da Delí Garagem com um cartão escrito à mão pela Vera Oliveira, Fundadora e Gerente Geral do Instituto C.

Recesso

O Instituto C estará em recesso entre os dias 21 de dezembro e 03 de janeiro, voltando às atividades no dia 04 de janeiro, conforme abaixo:

Plano de Ação Familiar

Terça e Quinta-feira das 9h00 às 16h00

Educação em Rede

Segunda, Quarta e Sexta-feira das 9h00 às 16h00

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Nova Turma expande alcance do Educação em Rede

Em dezembro, nosso projeto Educação em Rede deu início a uma nova turma de alunos, a mais diversa dos últimos tempos, com idades mais variadas e alunos de diversas regiões de São Paulo, o projeto expandiu a sua atuação, antes mais restrita à região central da cidade. “O novo ciclo tem famílias com um perfil bem diferente dos anteriores, têm sido uma grande satisfação perceber que o nosso trabalho está alcançando voos maiores.”, comenta Mariana Benedetti, Psicóloga do projeto.

Isso porque, diferente do que era feito antes, quando os alunos eram indicados por meio de parcerias com escolas e órgãos da rede socioassistencial presentes na região central da cidade, o convite para composição desta turma foi divulgado das mais diversas formas possíveis. “Usamos o instagram, grupos no facebook, enviamos mensagens por whatsapp e contamos com o compartilhamento da mensagem.” explica Mariana. E a estratégia deu certo, a procura pela nova turma foi grande, inicialmente com 28 vagas, o projeto conseguiu receber 48 alunos, sendo grande parte da Zona Norte de São Paulo, Brasilândia e Freguesia do Ó, mas também com famílias que moram no Butantã e Taboão da Serra, por exemplo.

Além da expansão geográfica, o perfil dos alunos também está mais diverso, a nova turma tem alunos dos 7 aos 16 anos. Tal diversidade e volume fizeram com que as técnicas dividissem a turma em grupos de até 4 crianças, a fim de garantir um bom desenvolvimento, atendendo as crianças e adolescentes com bastante escuta. “Nem todas as crianças passam pelo reforço escolar, mas, obrigatoriamente, todas elas passam pela Psicologia.”. comenta Mariana.

Os atendimentos que devem finalizar em fevereiro, seguem de maneira remota e presencial, com atendimentos também às sextas feiras. As próximas turmas devem ter início em março. “Para o próximo ano, nós da equipe técnica, esperamos ampliar cada vez mais o projeto e seguir auxiliando tantas famílias em adquirir autonomia a conquistar o conhecimento sobre seus direitos além de ajudar as crianças e adolescentes movimentando as suas respectivas queixas e a rede sócio assistencial.”, finaliza Mari.

Premiações

É tetra! Instituto C é eleito uma das 100 Melhores ONGs 2020

Na última quinta-feira, 10 de dezembro, aconteceu a premiação Melhores ONGs que reconheceu o Instituto C entre as 100 melhores organizações do Brasil pela quarta vez consecutiva. “Estávamos ansiosos pelo resultado, afinal, fomos eleitas uma das 100 melhores ONGs, nos últimos três anos. Esse prêmio chega para coroar o trabalho de cada um de nós em um ano tão desafiador.”, comenta Vera Oliveira, Gerente Geral e Fundadora do Instituto C.

O prêmio é uma parceria do Instituto Doar, da agência de projetos socioambientais O Mundo Que Queremos e da Ambev, com respaldo técnico de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e apoio da Fundação Toyota do Brasil e seleciona as melhores organizações no quesito Governança, Transparência, Comunicação e Financiamento desde 2017. “Obviamente ser transparente a ponto de ganhar um reconhecimento como o Melhores ONGs do Brasil exige um investimento em contabilidade, auditoria externa, comunicação e horas de trabalho da equipe, mas também é reconhecer suas falhas como organização, principalmente para seus investidores, mostrar o que deu certo e o que deu errado nos seus projetos e estar em evolução contínua.”, explica Diego Schultz, Gerente Institucional do Instituto C.

Ao todo, 670 organizações se inscreveram no Melhores ONGs, que é a maior premiação do terceiro setor do Brasil. “Em razão da pandemia, esse ano foi ainda mais desafiador do que nunca para as organizações que trabalham para cuidar das pessoas, da sociedade, do meio ambiente. É por isso que o reconhecimento do Prêmio Melhores ONGs este ano é especial”, disse Marcelo Estraviz, diretor do Instituto Doar.

Ao saberem do resultado, os colaboradores celebraram o reconhecimento de todo o trabalho desenvolvido este ano. “Que sucesso! Reconhecimento da força de trabalho e das transformações! Celebro a todas e todos que compõem esses laços.”, comentou Nayara, Psicóloga do projeto PAF. Talita Lima, líder do projeto Educação em Rede, também reforçou o coro. “Que notícia boa, que demais! Orgulho em poder celebrar este prêmio mais um ano!”.

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Artigo | O efeito da transparência nas ONGs

Na última sexta-feira (27|11), recebemos com muita alegria a confirmação de que o Instituto C havia sido eleito pelo 4º ano seguido uma das 100 melhores ONGs do Brasil, conquista que apenas um seleto grupo de 12 organizações têm.

Isso me fez refletir o convite recent feito por Wesley Braga para responder uma pesquisa acadêmica no curso de Accounting and Finance Management da Griffith College, cujo foco era entender os efeitos da transparência para organizações sociais sem fins lucrativos no Brasil.

A razão do convite havia sido em função do Instituto C ser eleito por 3 anos consecutivos, 2017-2019, como uma das 100 melhores ONGs do brasil nos quesitos gestão, transparência e planejamento. Uma das perguntas que mais levantou dúvida entre os gestores das organizações foi: manter padrões de transparência aumenta as despesas da  entidade?

A minha resposta foi: depende. Isso porque a interpretação de transparência e de despesa varia. Na pesquisa, 58% (22 de 38) dos entrevistados concordaram que a manutenção dos padrões de transparência aumenta os custos das organizações, enquanto 42% (16 de 38) discordaram. Eu estou com os que discordam, mas, na verdade, os dois estão certos.

Obviamente ser transparente a ponto de ganhar um reconhecimento como o Melhores ONGs do Brasil exige um investimento em contabilidade, auditoria externa, comunicação e horas de trabalho da equipe, mas ao mesmo tempo esse investimento é mitigado pelo aumento de doações, patrocínios e recursos em geral. Dentro da pesquisa das organizações que conseguiram medir o impacto de receber o prêmio melhores ONGs , 51% tiverem um aumento médio de 10% nas doações relacionado ao prêmio.

Porém, ser transparente vai muito além do auditoria externa e de publicar o balanço no site da organização. Ser transparente é reconhecer suas falhas como organização, principalmente para seus investidores, é mostrar o que deu certo e o que deu errado nos seus projetos. É ser transparente na relação com seus funcionários, beneficiados, conselho, apoiadores e stakeholders em geral, e sempre estar aberto para o diálogo e para mudança em benefícios da sua missão.

Não importa se é você é uma organização pequena dentro de uma comunidade ou uma ONG gigante internacional. Ser transparente é essencial.

Por isso, é com muito orgulho que recebemos o prêmio Melhores ONGs, algo que só é possível com o envolvimento de todos os stakeholders do Instituto C, esse reconhecimento é nosso.

Diego Schultz é Gerente Institucional do Instituto C

Gestão de PessoasServiços IC

Pedro Henrique, o menino que queria ser prefeito

Quem escuta a voz doce do Pedro Henrique (11) no áudio em que ele conta para sua mãe, o que ele faria como prefeito da maior cidade do país, deve ficar pensando de onde vem todas aquelas ideias. “Eu vou comprar milhares de hotéis para as pessoas morarem e para as pessoas que não conseguirem vaga, eu vou comprar vários e vários cobertores quentinhos”.

 

É que, Pedro Henrique, além de criativo como a maior parte das crianças na sua idade também tem um exemplo que vem de dentro de casa ou melhor, vem da trajetória de sua mãe, Juciara, nas ruas de São Paulo. Jully, como gosta de ser chamada, encontrou no movimento de ocupações da cidade sua luta para um mundo melhor e o resultado já ecoa nos desejos de seu filho. Mesmo tendo ficado quatro anos longe de sua mãe, Pedro sabe o valor e a importância desta relação de afeto para o seu crescimento. “Eu vou arrumar uma família boa, bonita, uma família ótima para as crianças que moram na rua, elas precisam de alimento, coração, uma mãe verdadeira, que ame, que aprenda a cuidar de um filho e de uma filha.”.

 

Pedro e seu irmão Matheus Henrique (15) participam do projeto Educação em Rede desde fevereiro deste ano quando Juciara procurava projetos voltados à Educação para auxiliar as crianças que vivem na Ocupação José Bonifácio, localizada na região da Sé, durante a pandemia. “Marcamos uma reunião para ver como poderíamos participar do projeto. Quando o Pedro viu o projeto, ele amou. Ele tinha um problema na escola, porque na escola existe pouca escuta.”.   

 

Além da escuta, o projeto Educação em Rede também era visto por Jully como uma forma de manter as crianças em um caminho de aprendizado, afinal de contas, ela entendeu na prática a importância do conhecimento para transformação da sua vida. “Fui até a Câmara Municipal pela primeira vez depois do despejo, nestes anos de luta, fui aprendendo muito coisa. Meu maior orgulho foi pisar dentro de uma ocupação, o movimento me ensina todo dia. Meu objetivo agora é entrar na Faculdade e cursar Serviço Social.”. 

 

Além de Pedro Henrique e Matheus Henrique, Jully morava com sua terceira filha, Anna Blyatriz e sua mãe no Jardim Brasil quando, em 2014, recebeu a ordem de despejo que mudaria a sua vida. “Guardo a ordem de despejo até hoje porque foi um momento de virada”. Sem ter para onde ir, ela se viu obrigada a colocar a mãe e os filhos dentro de um ônibus com destino ao Maranhão. “Minha mãe levou meus filhos para eles não ficarem na rua. Foi um baque muito grande ficar longe deles, mas eu não tinha nada, só a roupa do trabalho.” conta com a voz embargada. 

 

Depois de morar um tempo na rua, Jully conseguiu encontrar acolhimento em uma ocupação no centro da cidade. “Quando fui para a primeira Ocupação, fui entendendo um pouco mais do que era o movimento, fui vendo mulheres empoderadas, fui vendo aquelas mulheres, fui me engajando, me fortaleci.”. Após 6 meses, a Ocupação teve reintegração de posse e Jully viu sua vida começar do zero novamente. “Me fortaleci de novo. Quando eu achava que o mundo ia parar, essas mulheres me ajudaram, foi tudo uma proteção de rede.”. Foi neste processo que Jully se tornou uma das líderes do movimento e da ocupação José Bonifácio, na qual mora até hoje.

 

Estabilizada na nova ocupação e muito mais forte e empoderada, Jully conseguiu trazer seus filhos de volta para São Paulo em 2018, depois de quatro anos distantes. “Meus filhos e minha mãe sofreram muito no Maranhão. Meus filhos amadureceram com a vida. Depois de 1 mês que minha mãe voltou para São Paulo, ela faleceu. Parece que ela veio apenas se despedir da gente.”. 

 

Hoje, além de defensora assídua dos Direitos Humanos, Jully passou a participar de diversos movimentos sociais e é membra executiva do Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolecente e também participa do Conselho da Saúde. A energia e o incentivo não mudaram com as novas funções, nem mesmo com a pandemia, nem o trabalho como mãe, afinal de contas, ela, assim como Pedro Henrique, sabe da importância do contexto familiar. “Vou fazer de tudo para os meus filhos terem um estudo, o conhecimento é a base de tudo.”. Enquanto isso, Pedro continua sonhando com uma cidade e um país melhor para todo mundo. “Mãe, você não está bem? Mãe, eu te amo! Eu vou ser presidente do Brasil.”.

 

PAFRodas de Conversa

Rodas de Conversa | Expectativa x Realidade 2020

Em novembro, o PAF – Plano de Ação Familiar começou a tratar de um novo tema nas rodas de conversa: Expectativa x Realidade. A Psicóloga do projeto, Nayara Oliveira, conduziu o encontro com as famílias e iniciou a atividade com uma breve explicação sobre o tema escolhido. “Estamos chegando no fim do ano e como estamos fazendo rodízio entre as famílias, mês presencial, mês virtual, este é nosso último encontro. Por isso, lembramos daquela brincadeira da internet Expectativa x Realidade. Pensamos que seria interessante falar sobre as expectativas que tivemos no início do ano, sobre as realizações e sobre aquelas que não foram atendidas. Eu mesma fiz muitos planos no começo do ano e muitos não puderam ir para frente porque a realidade se mostrou diferente.”, explicou.    

 

As participantes, na sua maioria mulheres, puderam falar um pouco sobre os anseios que tomaram conta das suas vidas com o início da pandemia em março deste ano. “Quando começou a quarentena, eu quase surtei em casa. Comecei o ano cheia de expectativas, tenho 3 crianças e sou apenas uma mãe, de repente estávamos todos trancados em casa, elas com toda aquela energia dentro de casa. Teve dias de não saber se era segunda, terça, perdi a noção. Minha sensação é a de que não fizemos nada. Você só vê passando os dias.”, comentou Ivete Santos de Almeida, que participava pela primeira vez da roda.

 

Para Nayara, é comum que esta relação com o tempo seja alterada em um momento como este. “Nos sentimos um pouco perdidas, uma sensação de mesmice, somado a isso, tememos a morte e, ver isso muito próximo, em uma realidade mundial, também tem efeitos, nós sentimos medo do que pode acontecer.  Por isso, o ponto central aqui é se existe a possibilidade de deixar para trás esses medos, na esperança de alguma proteção, de que o ano que vem seja diferente, ou seja, uma vontade de ultrapassar este tempo”, comentou.

 

Edna Maria de Aquino, mãe da Ana Clara, que participa do PAF desde janeiro de 2020 concorda que o desejo é para que este ano acabe logo. “Estou tentando superar a cada dia, manter a paciência em casa. É o que tá tendo. A gente fica em pânico porque nossos filhos são do grupo de risco. A minha maior expectativa para o ano que vem é a vacina, somente quando tiver vacina, a gente conseguirá respirar novamente.”.

 

Na segunda parte da roda, as famílias sortearam um papel com o nome de outra pessoa presente na ocasião. A ideia era fazer um amigo secreto simbólico em que cada um escrevesse o que desejava ao outro para o próximo ano. O destaque ficou por conta da carta escrita pela Liliane para a Cristina, confira abaixo:

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“Bom dia Cristina, nesta carta começa aqui uma nova amizade. Quando você começou a falar vi em você uma mulher guerreira mas também uma pessoa bem alegre. 

 

Cristina, o que dizer desse ano né. Vivemos com medo sem expectativa mas graças a Deus estamos bem. Nossa família bem também. Agora vamos falando. 

 

Ano que vem que possamos nos encontrar com notícias boas para compartilharmos. 

 

Te desejo tudo de bom que não falte em sua vida e mesmo em sua casa a paz e alegria o amor saúde e pão de cada dia e que seus planos e projetos desse ano não deram certo que ano que vem se realize todos e os que você almeja de melhor venha se realizar.”

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Para Nayara, as rodas de conversa proporcionam um momento de troca importante, no qual as famílias deixam de se sentir solitárias, fortalecendo umas às outras. “Ás vezes, precisamos inventar outra estratégia, um outro jeito, porque a realidade se mostra diferente. E essa realidade se apresenta de forma muito dura, produzindo traumas, medos, perdas… muitas perdas e a dificuldade de não poder viver o ritual destas perdas. (…) E eu ouço isso de maneira simbólica, as vezes, pelo simples fato de não estar convivendo próximo dos seus, sentimos nossa batalha solitária, mas ouvir das famílias que, ainda que tudo isso esteja acontecendo, elas estão mantendo a esperança e um desejo de esperança que ajuda a encontrar forças. Acredito que isso nos fortalece de alguma forma.” finaliza.  

Áreas de atendimentoServiços IC

Conquistas importantes para as famílias do Educação em Rede

Apesar da taxa de desemprego ter alcançado nível recorde, mães atendidas pelo Educação em Rede comemoraram a conquista de empregos no último mês. O trabalho, ou a falta dele, é uma das principais questões trazidas pelas famílias durante o atendimento com a Assistente Social, Vanessa Gonçalves. “Eu fico sempre atenta às vagas de emprego quando passo em algum lugar e vejo a placa de contratação já anoto tudo para passar para as famílias”, explica.

 

Por este motivo, Vanessa acaba participando ativamente destes processos, com orientações e encaminhamentos, como o que aconteceu com Ana Cláudia, Lucinete e a Claudiane que estavam cheias de expectativas com relação aos processos seletivos. “Sempre falo palavras positivas e de incentivo quando elas me dizem que estão indo para processo seletivo, conversamos sobre a importância de correr atrás e não deixar a ansiedade tomar conta de tudo. Juntas conseguimos alcançar bons resultados.”. Outra demanda importante apareceu durante atendimento da Patrícia, mãe de Naryelle, que precisava de cinco indicações para serviço como diarista, sem vínculo empregatício, em residências na região do ABC e encaminhou outras cinco famílias que participam do projeto. 

 

A questão em torno do desemprego e de ocupação em atividades formais sempre esteve presente na rotina dos atendimentos do projeto, porém, diante do momento vivido, em decorrência da pandemia, este cenário se agravou, alcançando 14,4%, a maior taxa de desempregados desde 2012,  segundo Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), números certamente refletidos nas famílias atendidas. “A falta de renda tem sido a principal demanda trazida pelas famílias que estamos atendendo. Com a pandemia, muitas famílias perderam seus empregos e quem já estava desempregado, viu sua situação se agravar ainda mais, dificultando a reinserção no mercado de trabalho. Hoje posso dizer que a maior demanda dos atendimentos é a busca por empregos.”, comenta Vanessa.

 

Nestes casos, Vanessa encaminha as famílias para o Posto de Atendimento ao Trabalhador da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Estado de São Paulo (PAT), localizado na Rua Boa Vista e para o Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo – Cate, na Avenida Rio Branco, ambos na região central de São Paulo. Sensível ao problema, ela passou a ficar ainda mais atenta a possíveis vagas de trabalho com o perfil destas famílias. “A todo instante eu faço a busca e seleção de vagas que atenda aos perfis profissionais das famílias, depois repasso esses dados para os interessados. Além dos responsáveis que buscam ativamente por essas oportunidades, também compartilho essas informações com as demais famílias por meio do grupo do WhatsApp. Repasso o link de grupo de empregos, o qual faço parte, para que possam ser adicionados, possibilitando o acompanhamento das vagas disponíveis.”.

 

“Estas conquistas são sempre muito importantes, não somente para as mães, mas para nós todas do projeto e o Instituto como um todo.”, finaliza Vanessa.

Gestão de Pessoas

Artigo |ONGs e empresas são mais semelhantes do que imaginam

Quando encerrei minha carreira executiva há dois anos, tracei uma meta de dedicar 25% do meu tempo a ações sociais e de impacto positivo. Foi então que conheci o Instituto C. A proposta de ajudar crianças e famílias vulneráveis me sensibilizou desde o primeiro instante.

 

Meu objetivo foi trazer a experiência acumulada no mercado corporativo para ajudar na gestão do instituto. Tenho feito isso há dois anos e estou muito feliz porque vejo os resultados aparecerem e, desta forma, temos conseguido ajudar muitas pessoas.

 

Ao fazer uma reflexão sobre minha trajetória profissional, vejo muitas similaridades entre a gestão de uma ONG como o Instituto C e de uma empresa. Gestão se aplica a qualquer tipo de negócio, seja ele pequeno, médio, grande, startups ou ONGs. Todas essas organizações têm a necessidade de administrar recursos, por meio de pessoas, para atingir determinados resultados.

 

Para isso, precisamos aplicar bem os recursos financeiros, atrair profissionais alinhados com os valores e propósito da organização e estimular o trabalho em equipe e a motivação das pessoas. O ser humano não difere muito nas suas aspirações e necessidades profissionais, mesmo em organizações distintas. Pessoas precisam de apoio, feedback, treinamento, querem crescer e se realizar na sua profissão, usando seu potencial e sua criatividade. Tudo isso, nós, como líderes, precisamos proporcionar às pessoas, além de respeitá-las e dar oportunidades de desenvolvimento.

 

Tão importante quanto a gestão de pessoas é a gestão de processos, imprescindível para o êxito de qualquer tipo de organização, inclusive as ONGs. Com relação a este aspecto, menciono a necessidade de planejamento, de ter metas bem definidas e projetos inovadores.

 

Mesmo com todas as semelhanças, pude notar, nestes dois anos, duas diferenças significativas entre a gestão de uma ONG e de uma empresa. A primeira delas é que uma ONG já nasce com o propósito de impactar positivamente a sociedade e, justamente por isso, precisa comunicá-lo de maneira intensa, pois o propósito de ajudar toca o coração das pessoas e atrai muitos talentos. Em uma empresa privada isso é mais difícil, pois há necessidade de gerar lucro para os acionistas. Mas já existe um movimento na sociedade para que as empresas atendam às necessidades de todos os stakeholders, incluindo a sociedade e o meio ambiente.

 

A outra diferença é que uma ONG não visa o lucro. Ao contrário de uma empresa privada que precisa ser rentável para atrair investidores, uma ONG é mensurada pelo impacto que causa com seu propósito. Mas isso traz um grande desafio que é a busca de recursos financeiros para sustentar a ONG, o que demanda da liderança uma habilidade diferenciada para divulgar os projetos, atraindo pessoas e outras organizações dispostas a apoiar com recursos financeiros.

 

Tanto empresas privadas como ONGs cumprem papeis importantes na sociedade e possuem desafios que demandam gestão e lideranças preparadas para garantir sua perenidade no longo prazo. Eu parabenizo o Instituto C por seu propósito e resultados. Fico muito feliz e orgulhoso de poder ajudar com minha experiência executiva no Conselho Consultivo e também com mentoria para as lideranças do instituto. Vida longa ao IC!

 

Francisco Deppermann Fortes

PAF

Essa é a história da Cleunice e da Melissa

Essa é a história da Melissa (5). Ela e sua mãe Cleunice chegaram ao PAF – Plano de Ação Familiar em novembro de 2019, encaminhadas pelo Hospital Santa Casa. Donas desses lindos sorrisos, Cleunica e Melissa compartilham e celebram todas as conquistas e mudanças que vêm acontecendo junto da família, composta também por Kevi (20) e Alice (18), desde o início dos atendimentos.

Todos eles têm um cuidado muito especial com a caçulinha e Cleunice se mostra sempre disposta a adquirir novos conhecimentos que auxiliem no desenvolvimento da Melissa, diagnosticada dentro do transtorno do espectro do autismo. Quando iniciaram sua jornada aqui no Instituto C, elas aguardavam uma vaga para acompanhamento no CAPS da Zona Norte e tinham pouco conhecimento sobre a rede de serviços e benefícios disponíveis. 

Em cada atendimento multidisciplinar, Cleunice tem se fortalecido, expandido seus conhecimentos sobre direitos sociais e aumentado o seu protagonismo. Sabemos que ainda existe um longo caminho a ser trilhado, por isso, mesmo durante a pandemia, continuamos em contato de forma virtual e, por meio de mensagens e ligações, seguimos trocando informações e muito afeto. 

PAFServiços IC

PAF ganha ainda mais força com novidades

Em outubro o PAF – Plano de Ação Familiar ganhou ainda mais força com algumas novidades que ampliarão a atuação da equipe técnica do projeto junto às famílias. A entrada de novos membros na equipe, novas parcerias e uma nova liderança para o projeto são algumas das conquistas que o PAF celebrou nas últimas semanas.

  

A primeira novidade diz respeito às parcerias com outras instituições da rede socioassistencial, como o Centro de Referência e Atendimento ao Imigrante (CRAI) e a Delegacia da Mulher do Bela Vista. “A parceria é um estreitamento de laços, tanto da gente conhecer mais do trabalho deles, como eles conhecerem mais do nosso trabalho. Fizemos algumas reuniões e aprendemos ainda mais sobre os serviços destes novos parceiros”, comentou Katia Moretti, responsável pelo projeto. Para ela, esta proximidade facilitará ainda mais o direcionamento das famílias, já que agora o projeto tem um contato direto dentro de cada um destes parceiros. “Atendemos algumas famílias que são imigrantes e agora poderemos fazer encaminhamentos direcionados, discussão de caso com a rede e um acompanhamento mais específico das demandas, dessa forma também orientamos melhor as famílias e ampliamos a sua rede de apoio.”

Algumas contratações e movimentações na equipe também ajudam a fortalecer o projeto, entre elas, a contratação de uma nutricionista, Ana Hummel, e uma nova Assistente Social, Karen Magri, completando assim o atendimento multidisciplinar característico do PAF. O projeto também está com uma nova liderança, Katia Moretti, responsável pela área de Educação Financeira há dois anos e que agora passará a liderar a equipe do PAF. “Estamos muito felizes e confiantes com essa decisão de ter a Katia como líder do projeto. Desde janeiro estávamos com esta posição em aberto e analisando com calma quem poderia encarar este desafio. Não poderíamos ter feito escolha melhor.”, comentou Vera Oliveira, Gerente Geral do Instituto C.

E não acaba por aí, durante o Grupo de Encerramento na última semana, a equipe técnica do PAF anunciou que ficará à disposição das famílias, que estão deixando o projeto, por telefone e whatsapp. Novidade que só foi possível por conta da pandemia que levou o projeto a fazer atendimentos virtuais. “Eu só tenho a agradecer mesmo por tudo, ainda mais agora que vocês deixaram a comunicação em aberto, qualquer coisa que precisar a gente pode mandar mensagem, eu acredito que eu vou mandar.” comentou Mislene, atendida pelo PAF desde 2018. 

“A importância de tudo isso é que conseguiremos qualificar ainda mais o nosso atendimento com as famílias.”, finalizou Katia.