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Instituto C celebra formatura do curso de berçaristas

Na última semana, nos dias 26 e 27 de janeiro, o Instituto C realizou a formatura do curso de berçarista – projeto que visa a formação de mulheres cuidadoras para a primeira infância. Foram no total 77 certificados entregues pela conclusão de nove meses de atividades teóricas e práticas em um evento repleto de felicidade e realização. “Foi tão lindo e de uma emoção tamanha que ainda me faltam palavras. Tivemos muitos discursos potentes no sentido do quanto o curso foi significativo na vida dessas mulheres”, afirma a Graziele Alessandro, líder do projeto Primeira Infância. 

O projeto foi desenvolvido em parceria com a ONG dha Q Brada, que nos cedeu seu espaço e auxiliou em toda a articulação com a comunidade e com o Manduí Educação, escola de educação especializada na primeira infância, e reuniu quatro turmas, duas vezes por semana, na comunidade Minas Gás, que fica na Zona Norte de São Paulo. “Tínhamos mulheres que se inscreveram com o desejo de entender melhor os filhos, aprender os aspectos básicos dos cuidados e aplicar em casa. E também as que traziam a questão da recolocação profissional dentro da área educacional com crianças ou até mesmo no setor informal – muito comum nas comunidades”, conta Graziele.

Além das aulas técnicas, as alunas passaram a interagir com as crianças da região em experiências enriquecedoras de troca e cuidado. “Esse ano que estivemos juntas foi a melhor das pontes que já pude colaborar para a construção. Uma intersecção entre a zona central e periférica da cidade, entre o conhecimento profundo sobre a vida que as participantes têm e o nosso sobre a primeira infância. Vê-las formadas alimenta a minha esperança e me ajuda a continuar acreditando que,  sim, ainda temos um caminho para fazer um mundo melhor – e esse caminho é feito de educação e pontes”, celebra Thais Abrahão, educadora do curso berçarista, supervisora pedagógica e sócia do Manduí. 

Uma das mulheres que concluíram o curso foi Angela Miranda da Fonseca, que se diz grata à oportunidade e aos profissionais envolvidos. “Estou com o meu certificado em mãos e pronta para conseguir um trabalho na área, portanto eu só tenho a agradecer por todo o aprendizado”, diz Angela. 

Na formatura, cada participante recebeu um diploma, canudo, um avental para a prática de berçarista, uma rosa e um porta-retrato com a foto do grupo. Veja os cliques do momento aqui!

A líder, Grazi, revela que o curso e as turmas participantes já deixaram saudades: “Eu também sou psicóloga, então acompanhei essas mulheres de perto. É nítido o desenvolvimento delas, de como elas chegaram silenciadas ou fragilizadas, e o quanto elas se reconhecem hoje enquanto mulheres atuantes e com um diploma”.

Vejam as fotos dessa comemoração linda no link – https://drive.google.com/drive/folders/1KrBxfK1XXD9aVslQiWQN_sVeCQV2glJN?usp=sharing

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Um olhar atento e a esperança renovada

Em meio a tantos trabalhos e projetos, uma das principais missões do Instituto C é manter atendimentos profundos, que estimulem a autonomia das famílias, por meio de uma escuta cuidadosa. Algumas histórias revelam que esse não é apenas um objetivo, mas algo sendo concretizado no trabalho diário. O caso do Vinícius, por exemplo, é prova disso. O garoto, de 17 anos, possui três diagnósticos diferentes – deficiência intelectual, dermatite atópica e cranioestenose. 

Vinícius recebia atendimento médico pelo Hospital das Clínicas e sua família chegou ao Instituto por indicações. “Quando eu conversei com a Elo, em um primeiro momento, ela me trouxe uma questão familiar: ela tem uma família muito unida e estruturada, um marido participativo, mas sentia falta dele ser mais participativo com os cuidados  com o Vinícius e tarefas diárias da casa, que deixavam a Elo sobrecarregada – um cenário muito comum entre as mães”, conta Lualinda Toledo, pedagoga e técnica de referência da família.

Depois, em um segundo atendimento, a pedagoga recebeu também o marido de Eloisa para uma conversa, que entendeu o desgaste da esposa, mudando a relação dos dois como casal e pais. 

No caminhar dos atendimento, ao receber informações e conhecer pessoalmente o Vinícius, a técnica percebeu que algo precisava ser feito por ele também. “A dermatite dele é uma doença que causa diversas fissuras na pele e impacta de maneira severa a rotina e condição de sua família, principalmente sua mãe”, conta Lualinda. “Olhando para o garoto, eu entendi que a angústia era maior do que ela estava me passando. Ela precisava, primeiramente, dar conta desse sofrimento como mulher, para dar conta do sofrimento enquanto mãe”. Por meio dessa escuta atenta, a família e Dr. Gustavo Villen Chami, médico voluntário do Instituto, tiveram seus caminhos cruzados.

“A escuta que fiz com a Elo foi bem dolorida. Eu percebi o quanto essa mãe já sofreu procurando diferentes hospitais e tratamentos para lidar com as questões do Vinícius – tudo em meio a uma situação financeira instável. Ela sempre foi uma mulher que atuou para garantir os direitos do filho e isso me virou a chave para contar sobre o caso para o Dr. Gustavo”, conta Lualinda. 

O médico quis entender toda a situação de saúde do Vinícius. “Daí, contou que estava participando de um projeto de estudo com cannabis e propôs a tentativa para Eloisa”, relatou a pedagoga. A mãe, cheia de esperança, topou e logo no início de janeiro o medicamento já estava em suas mãos.

Gustavo Villen Chami, médico de família e comunidade e pós-graduado em cuidados integrativos, chegou ao Instituto há oito meses como voluntário. A organização lhe apresentou o caso de Vinícius mais recentemente e a jornada se iniciou: “Como existia a necessidade de uma possível nova medicação, e também a importância de esclarecer algumas dúvidas sobre os remédios que vinham sendo usados, fui conhecer a família do Vinícius”, conta o médico.

Com o quadro de dermatite atópica, as medicações em uso crônico podem apresentar alguns problemas ao paciente. As recomendações de tratamento mais utilizadas envolvem medicações que também possuem alguns riscos associados. A maconha, por outro lado, de uns anos para cá, vem sendo utilizada como alternativa para diversas condições de saúde. “O canabidiol apresenta um papel importante durante a regulação do sistema imunológico e anti-inflamatório. Inclusive, a planta é utilizada pela humanidade há pelo menos 5 mil anos com diversos propósitos,”, esclarece o médico.

No caso do Vinícius, a irritação causada pela dermatite não estava controlada e hoje o canabidiol introduzido como medicação não apresenta os mesmos riscos. “Entrei em contato com a equipe que o acompanhava no HC para pensarmos em uma união. A ideia é oferecer algo que tem uma boa perspectiva e uma baixa toxicidade”, afirma Dr. Gustavo – que também conseguiu a doação dos medicamentos através da Associação Flor da Vida

“A Elo, mãe de Vinícius, esteve no Instituto recentemente e é outra mulher. Uma alegria de ver! Chegou contando para todos nós que o Vinícius dormiu uma noite inteira depois de fazer uso do medicamento, que está se coçando menos e está respirando melhor”, comemora a pedagoga. “Estamos utilizando ainda uma dose muito baixa, onde nem esperávamos um resultado, apenas monitorar possíveis reações. Agora precisamos entender se a melhora do sono está relacionada a uma redução da ansiedade, um alívio da dermatite no período noturno ou algum outro fator”, conta Dr. Gustavo Villen Chami sobre esse início já positivo.

Agora o sentimento do Instituto e da família é de esperança para que o tratamento faça ainda mais efeito – e que Vinícius ganhe qualidade de vida. “Estou muito feliz por ter conhecido todo o pessoal do IC. O Vinícius nunca foi um peso para mim, pelo contrário, sempre foi a alegria da minha casa. Estou muito feliz por essa ajuda, mesmo!”, celebra a mãe.

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O que esperar para os próximos 5 anos do IC?

Após equipe e conselho se reunirem para o planejamento estratégico do Instituto C, os rumos dos próximos cinco anos foram traçados e objetivos foram definidos: os três projetos serão unificados em um só. “A nossa ideia é juntar a metodologia do PAF, Educação em Rede e Primeira Infância, olhando especificamente e de forma multidisciplinar a demanda de cada família, e atuar diretamente nas comunidades, começando pela Minas Gás”, celebra Vera Oliveira, Fundadora e Diretora Executiva do Instituto C.

 

Para tal feito, a equipe do IC irá aumentar 40% e o espaço físico será ampliado. Como consequência, o número de famílias atendidas também crescerá bastante. “Hoje, atendemos 360 famílias por mês. Vamos passar a atender 200 na nossa sede e 500 na Minas Gás – serão 700 famílias ao todo”, diz.

 

A partir dessa unificação, a ideia é que qualquer família em vulnerabilidade social, e que tenha uma criança ou um adolescente de até 17 anos, possa ser atendida pelo projeto. “Após passar por uma equipe de triagem e monitoramento, que vai entender as suas demandas, essa família será encaminhada para a área específica, que englobará o que já existe hoje no PAF, no Educação em Rede e Primeira Infância – e funcionará em formato de núcleos de atendimento, em que cada família será atendida de acordo com as suas necessidades”, explica a Diretora. Educação de qualidade, Inclusão Produtiva, Saúde Emocional e Nutricional por exemplo, são alguns deles. 

 

“Agora, estamos adaptando nosso sistema de atendimento para que ele seja integrado ao que já existe no PAF. Estamos especificando toda a triagem e telas de atendimento para que nesse novo projeto, que chamará Cidadania em Rede, possamos realizar também todos os atendimentos por meio dele”, completa.

 

Para a implementação de todas essas novidades que são parte do planejamento estratégico recém-realizado, o IC trabalha com três tempos: curto, médio e longo prazo. “Primeiro, para 2022, a ideia é executar esse projeto piloto – contratando e treinando equipe. Em 2023 e 2024, ou seja, médio prazo, queremos encontrar outras duas comunidades para que também recebam polos de atendimento do Cidadania em Rede. Já em 2025 queremos expandir ainda mais essa metodologia do trabalho, capacitando outras instituições”, afirma Talita Lima, líder do projeto Educação em Rede. Todos têm a ganhar!

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Equipe e conselho se reúnem para planejamento estratégico

Desde agosto, o Instituto C está debruçado na elaboração do planejamento estratégico para os próximos cinco anos da organização. “Estamos caminhando para um momento de expansão do nosso trabalho. A minha expectativa é que o Instituto C consiga ampliar em escala o número de famílias que atende”, introduz Diego Schultz, Diretor Administrativo do Instituto C.

 

Em 2018, foi realizado um planejamento para os três anos seguintes do Instituto: 2018, 2019 e 2020. A elaboração das próximas estratégias, no início de 2021, se deu junto à pandemia do coronavírus, que passou a ser a prioridade naquele momento. “Tivemos que focar em todos os desafios e mudanças que a pandemia trouxe para a nossa realidade. Agora, nesse segundo semestre, voltamos o nosso olhar para as futuras estratégias do Instituto C e, junto ao conselho, decidimos pensar nos próximos cinco anos”, afirma Diego.

 

Para isso, uma consultoria externa especializada em planejamento deu todo o suporte para a condução do processo. Para Francisco Fortes, membro do conselho de administração do Instituto C, esses momentos de pausas são essenciais, não só em organizações, como também na vida pessoal. “A gente vive rotinas tão intensas que paradas para reflexões sobre o futuro são essenciais para a gente entender onde queremos chegar”, diz Francisco, que é empresário e participa da organização há quatro anos.

 

Após uma imersão nos documentos do Instituto C, a primeira fase do planejamento consistiu em olhar para fora, identificando as ameaças e oportunidades que o atual contexto apresenta para o Instituto. “Primeiro, observamos o cenário macroeconômico, político e social em que estamos inseridos. Esse encontro inicial foi online e contou com a presença de toda a equipe do IC, conselho e alguns parceiros”, explica Diego.

 

Já a segunda etapa, também virtual, foi um olhar para dentro, construindo uma espécie de linha do tempo e identificando também percepções sobre o papel essencial do Instituto, bem como expectativas e primeiras ideias de como responder aos desafios que se apresentam. “A forma como a consultoria conduziu os debates foi muito interessante e ajudou para a ampla participação de todos. A equipe valoriza muito o conselho e isso nos aproxima, né? É muito importante”, afirma Francisco.

 

A partir desses encontros, uma devolutiva da consultoria foi feita e apresentada para todas as pessoas envolvidas no processo. A partir de imersões com grupos selecionados, será feito um codesenho de direcionamento estratégico e metas para os próximos cinco anos. “Com tudo muito bem definido, podemos criar um plano estratégico para chegar onde queremos – com objetivos para os próximos dois, três, quatro e cinco anos”, afirma Diego sobre o planejamento, que entrará na etapa final em novembro.

 

“Todo o processo para esse planejamento foi muito rico porque tivemos a participação de todas as pessoas envolvidas. Tivemos ali quem realmente conhece o Instituto e essa troca foi incrível. Me surpreendeu muito o alinhamento de visão sobre os desafios e sobre o que a gente precisa fazer para crescer”, comemora Francisco. Mas, afinal, onde o Instituto C quer estar daqui cinco anos? Para Diego, a expectativa é grande e o objetivo é claro: “Queremos atender mais famílias, ampliar os nossos trabalhos, mas manter a essência do Instituto, que é o aprofundamento dos atendimentos e a escuta cuidadosa. Nosso desafio é crescer em escala e manter a qualidade”, finaliza.

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Faça parte do nosso time!

Se você tem interesse em trabalhar no terceiro setor, atendendo famílias em vulnerabilidade social, é proativo, comprometido, pontual, organizado e tem facilidade de se relacionar, além de facilidade de trabalhar em uma equipe multidisciplinar, você tem o perfil ideal para as vagas abertas aqui no Instituto C! 

Estamos com duas vagas abertas no projeto Educação em Rede, são elas: Psicologia (estágio) e Assistente Social (temporária). Confira os detalhes e faça a sua aplicação até o dia 17 de março, quarta-feira.

Estamos na Vila Buarque, mais precisamente na Rua General Jardim, 633.

Clique nas vagas abaixo para acessar os pré-requisitos e participar do processo seletivo:

Vaga Estágio de Psicologia

Vaga Assistente Social (temporária)

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Artigo | 2021: tempo de esperança

Começamos um novo ano com um gostinho diferente de todos os outros. Depois de um ano tão difícil e fora do previsto, 2021 chega com um alívio, de um tempo com mais esperança, com a chegada da vacina e com um grande diferencial em relação à 2020: todas as decisões que eram diárias e sem precedentes em 2020, agora já carregam um histórico cheio de aprendizados.

Agora temos experiências importantes que antes não tínhamos: Atendimento 100% remoto, atendimento híbrido, triagens online de famílias para começarem a ser atendidas, distribuição de benefícios de forma virtual, construção de um relacionamento à distância com nossos beneficiários, atendimento com distanciamento social…. enfim… foram muitos os aprendizados e ganhos com a pandemia.

Pensar em um atendimento híbrido ou mesmo virtual para quem faz atendimento social parecia impossível e sem lógica em 2019. Em março de 2020, ainda parecia difícil que fizesse sentido…. diante do cenário que vivemos, os conselhos profissionais como o CRM (Conselho Regional de Medicina) e o CRESS (Conselho Regional de Serviço Social), passaram a liberar atendimentos que antes não eram nem previstos. E depois de um tempo trabalhando com atendimento online, não é que em muitos casos isso faz todo sentido? Tivemos também muitos ganhos com a tecnologia, aprimoramento do nosso sistema de atendimento e possibilidade de atender famílias que ficam distantes da nossa sede e que de forma virtual conseguem ser atendidas.

Chegamos a 2021 com um planejamento seguro para o ano e com a certeza de que conseguimos adaptar o nosso atendimento e expandir a nossa atuação independentemente dos desafios que a gente tenha que enfrentar. De forma virtual e presencial, vamos ampliar a atuação do Instituto C em 2021 e nos sentimos prontos para isso. Chegamos à marca de 210 famílias atendidas mensalmente e estamos trabalhando para chegar a 250 famílias/mês esse ano. Sabemos que será um ano intenso, de muito trabalho, entrega e dedicação, sempre com o foco no que mais importa: ajudar no processo de transformação das famílias em vulnerabilidade social. Vamos juntos?

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Faça parte do nosso time!

Se você tem interesse em trabalhar no terceiro setor, atendendo famílias em vulnerabilidade social, é proativo, comprometido, pontual, organizado e tem facilidade de se relacionar para desenvolver trabalho em uma equipe multidisciplinar, você tem o perfil ideal para as vagas abertas aqui no Instituto C!

Isso mesmo! Estamos com três vagas abertas, sendo uma na área administrativa e outras duas nos projetos, são elas: Pedagogia, Serviço Social e Assistente Administrativo. Confira os detalhes e faça a sua aplicação até o dia 29 de janeiro, sexta-feira.

Estamos na Vila Buarque, mais precisamente na Rua General Jardim, 633.

Clique nas vagas abaixo para acessar os pré-requisitos e participe do processo seletivo:

Assistente Administrativo

Estagiário em Serviço Social (foco em Renda) 

Pedagogo

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Nova Turma expande alcance do Educação em Rede

Em dezembro, nosso projeto Educação em Rede deu início a uma nova turma de alunos, a mais diversa dos últimos tempos, com idades mais variadas e alunos de diversas regiões de São Paulo, o projeto expandiu a sua atuação, antes mais restrita à região central da cidade. “O novo ciclo tem famílias com um perfil bem diferente dos anteriores, têm sido uma grande satisfação perceber que o nosso trabalho está alcançando voos maiores.”, comenta Mariana Benedetti, Psicóloga do projeto.

Isso porque, diferente do que era feito antes, quando os alunos eram indicados por meio de parcerias com escolas e órgãos da rede socioassistencial presentes na região central da cidade, o convite para composição desta turma foi divulgado das mais diversas formas possíveis. “Usamos o instagram, grupos no facebook, enviamos mensagens por whatsapp e contamos com o compartilhamento da mensagem.” explica Mariana. E a estratégia deu certo, a procura pela nova turma foi grande, inicialmente com 28 vagas, o projeto conseguiu receber 48 alunos, sendo grande parte da Zona Norte de São Paulo, Brasilândia e Freguesia do Ó, mas também com famílias que moram no Butantã e Taboão da Serra, por exemplo.

Além da expansão geográfica, o perfil dos alunos também está mais diverso, a nova turma tem alunos dos 7 aos 16 anos. Tal diversidade e volume fizeram com que as técnicas dividissem a turma em grupos de até 4 crianças, a fim de garantir um bom desenvolvimento, atendendo as crianças e adolescentes com bastante escuta. “Nem todas as crianças passam pelo reforço escolar, mas, obrigatoriamente, todas elas passam pela Psicologia.”. comenta Mariana.

Os atendimentos que devem finalizar em fevereiro, seguem de maneira remota e presencial, com atendimentos também às sextas feiras. As próximas turmas devem ter início em março. “Para o próximo ano, nós da equipe técnica, esperamos ampliar cada vez mais o projeto e seguir auxiliando tantas famílias em adquirir autonomia a conquistar o conhecimento sobre seus direitos além de ajudar as crianças e adolescentes movimentando as suas respectivas queixas e a rede sócio assistencial.”, finaliza Mari.

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Encontro de Campeões para fechar o ano

Na última sexta-feira, a equipe do Instituto C se encontrou pela primeira vez, desde o início da pandemia, para um café da manhã especial na sede, localizada na Santa Cecília, em São Paulo, que celebrou o fim deste ano. “Pensamos que seria importante reunir os colaboradores no fim do ano. Apesar do retorno das atividades em parte presencial, algumas equipes não tinham se encontrado ainda pessoalmente.”, explica Vera Oliveira, Fundadora e Gerente Geral do Instituto C.

A reunião seguiu todos os protocolos de segurança, disponibilizando mesas individuais, que respeitavam o distanciamento entre os colaboradores, álcool em gel e luvas de plástico para que cada um pudesse se servir dos alimentos na mesa principal que foi montada em um local diferente da área principal para evitar aglomerações. “A preocupação com a segurança dos colaboradores esteve presente desde o início. Sabíamos que seguindo as diretrizes do governo do estado, poderíamos reunir os colaboradores por conta do número e do espaço disponível.”, comentou Vera.

Ao chegarem no Instituto, os colaboradores eram recebidos pela Flávia Almeida e o Gustavo Louver, equipe responsável pela organização do encontro, e recebiam alguns corações de papel colorido que deveriam ser usados como forma de abraços. Após o café, a equipe sentou no salão para uma roda de conversa que provocou uma reflexão sobre o tempo. Para isto, a área de Comunicação preparou uma retrospectiva com vários momentos vividos durante o ano. Dividida em blocos – Integração, Partidas, Adaptação, Colaboração, Chegadas e Conquistas – a Retrospectiva foi responsável por dar o pontapé inicial na conversa que contou com a participação de todos e depoimentos super emocionantes.

Gincana Nota Fiscal Paulista

O momento mais aguardado do café foi a premiação da gincana interna que reuniu a equipe em torno de um mesmo objetivo, alcançar 170 cadastros de Nota Fiscal Paulista em benefício do Instituto C. A gincana também tinha metas individuais, 9 cadastros cada um, referência aos 9 anos de Instituto C, completados em outubro, mês de lançamento da gincana.

O Instituto C premiou sete colaboradores que conseguiram se destacar conquistando mais cadastros, foram eles: Breno Pereira (41 cadastros), Carlos Nascimento (40 cadastros), Flávia Almeida e Nayara Oliveira (24 cadastros), Talita Lima (19 cadastros), Paloma Costa (18 cadastros) e Katia Moretti (16 cadastros). Ao todo, a equipe alcançou 277 cadastros, quase dobrando o número de cadastros que o Instituto C tinha antes da gincana. “Este foi o maior número de cadastros que conseguimos nos últimos anos aqui no Instituto C. Foi muito legal ver e participar desta gincana de forma colaborativa, com todos se ajudando para que a meta individual e coletiva fosse atengida.”, comentou Paloma Costa, Coordenadora de Captação.

Os colaboradores ainda receberam um chocotone da Delí Garagem com um cartão escrito à mão pela Vera Oliveira, Fundadora e Gerente Geral do Instituto C.

Recesso

O Instituto C estará em recesso entre os dias 21 de dezembro e 03 de janeiro, voltando às atividades no dia 04 de janeiro, conforme abaixo:

Plano de Ação Familiar

Terça e Quinta-feira das 9h00 às 16h00

Educação em Rede

Segunda, Quarta e Sexta-feira das 9h00 às 16h00

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Artigo | O efeito da transparência nas ONGs

Na última sexta-feira (27|11), recebemos com muita alegria a confirmação de que o Instituto C havia sido eleito pelo 4º ano seguido uma das 100 melhores ONGs do Brasil, conquista que apenas um seleto grupo de 12 organizações têm.

Isso me fez refletir o convite recent feito por Wesley Braga para responder uma pesquisa acadêmica no curso de Accounting and Finance Management da Griffith College, cujo foco era entender os efeitos da transparência para organizações sociais sem fins lucrativos no Brasil.

A razão do convite havia sido em função do Instituto C ser eleito por 3 anos consecutivos, 2017-2019, como uma das 100 melhores ONGs do brasil nos quesitos gestão, transparência e planejamento. Uma das perguntas que mais levantou dúvida entre os gestores das organizações foi: manter padrões de transparência aumenta as despesas da  entidade?

A minha resposta foi: depende. Isso porque a interpretação de transparência e de despesa varia. Na pesquisa, 58% (22 de 38) dos entrevistados concordaram que a manutenção dos padrões de transparência aumenta os custos das organizações, enquanto 42% (16 de 38) discordaram. Eu estou com os que discordam, mas, na verdade, os dois estão certos.

Obviamente ser transparente a ponto de ganhar um reconhecimento como o Melhores ONGs do Brasil exige um investimento em contabilidade, auditoria externa, comunicação e horas de trabalho da equipe, mas ao mesmo tempo esse investimento é mitigado pelo aumento de doações, patrocínios e recursos em geral. Dentro da pesquisa das organizações que conseguiram medir o impacto de receber o prêmio melhores ONGs , 51% tiverem um aumento médio de 10% nas doações relacionado ao prêmio.

Porém, ser transparente vai muito além do auditoria externa e de publicar o balanço no site da organização. Ser transparente é reconhecer suas falhas como organização, principalmente para seus investidores, é mostrar o que deu certo e o que deu errado nos seus projetos. É ser transparente na relação com seus funcionários, beneficiados, conselho, apoiadores e stakeholders em geral, e sempre estar aberto para o diálogo e para mudança em benefícios da sua missão.

Não importa se é você é uma organização pequena dentro de uma comunidade ou uma ONG gigante internacional. Ser transparente é essencial.

Por isso, é com muito orgulho que recebemos o prêmio Melhores ONGs, algo que só é possível com o envolvimento de todos os stakeholders do Instituto C, esse reconhecimento é nosso.

Diego Schultz é Gerente Institucional do Instituto C