Institucional

2025: um ano em que o cuidado foi mais longe

Reafirmando nosso compromisso com a transparência e a responsabilidade social construído ao longo de 14 anos, lançamos o Relatório de Atividades de 2025: Fortalecer o cuidado, ampliar horizontes. Todos os anos, esse momento nos convida a revisitar conquistas, aprendizados e ações que transformam realidades por meio do nosso trabalho multidisciplinar.

2025 foi um ano de aprendizado, expansão e reconhecimento. Vimos nossa atuação ganhar espaço na TV, chegar a novos territórios do Brasil e receber prêmios e certificações importantes. Tudo isso só foi possível graças a cada pessoa que acredita no Instituto C e à nossa equipe, que diariamente se dedica ao cuidado de crianças, adolescentes e famílias.

 

“O Relatório de Atividades 2025 é um retrato desse ano: de consolidação e alcance, de sustentação e posicionamento, de cuidado em movimento. Um ano em que fortalecemos as bases para ir mais longe e seguimos, com coragem e método, abrindo caminhos para que mais crianças e famílias vivam com dignidade, proteção e possibilidades”, reflete Vera Oliveira, fundadora e diretora executiva do IC.

 

Desde o seu nascimento, o Instituto C atua de forma articulada com a rede socioassistencial e diferentes atores dos territórios onde desenvolve suas ações. Ao longo dessa trajetória, aprendemos que o cuidado integral com crianças e adolescentes exige não apenas o fortalecimento das famílias, mas também das redes e serviços que as acompanham.

Foi a partir desse entendimento que estruturamos novas frentes de atuação. Além do atendimento direto às famílias, passamos a organizar e ampliar iniciativas voltadas à disseminação da nossa metodologia, à formação de profissionais e equipes e à incidência em redes e políticas públicas, levando o cuidado integral para novos territórios e contextos.

Hoje, esse movimento se traduz em quatro linhas de atuação que se conectam e estruturam o trabalho do Instituto C: cuidado direto, multiplicação da metodologia, capacitação em cuidado integral e advocacy.

Atendimento no Polo ZN do Instituto C

Números que refletem nosso impacto

Os atendimentos diretos seguem no centro do nosso trabalho e do impacto que construímos ao lado das famílias. Ao longo de 2025, mais de 3 mil pessoas foram atendidas nos polos próprios do Instituto C. Com o apoio da equipe técnica, muitas delas conquistaram mudanças significativas em suas vidas: 

  • 81% passaram a ter hábitos alimentares mais saudáveis;
  • 78% relataram aumento da autoestima;
  • 95% apresentaram avanços no conhecimento de seus direitos fundamentais e no acesso à rede socioassistencial;
  • 82% tiveram avanços em sua autonomia.

Entre as famílias atendidas, 42% conquistaram aumento de renda, com crescimento médio de 105%. Além disso, 35% dos adultos desempregados conseguiram um emprego e metade deles passou a empreender. Esses, entre tantos outros resultados, são o que dão sentido a cada atendimento realizado.

Atendimentos no Polo Centro do Instituto C

Parceiros que somaram com a gente 

Parcerias fazem a diferença no terceiro setor, e para o Instituto C elas são muito valiosas. Junto a organizações regionais, expandimos nosso cuidado para Taubaté e Porto Alegre, levando atendimento em diferentes áreas para quem precisa de orientação e cuidado individualizado.

Em 2025, também contamos com o apoio de empresas e instituições que fortaleceram nossa captação de recursos, fundamental para a continuidade das atividades. Pandora, Projeto Ilumina, The FOB, B2Mamy, Five Little Monkeys e Odontoprev foram algumas das organizações parceiras que estiveram ao nosso lado em diferentes iniciativas ao longo do ano.

Com a Cyrela, levamos o cuidado psicossocial para um novo contexto por meio de dois projetos voltados aos trabalhadores da construção civil e suas famílias. A parceria trouxe aprendizados importantes, ampliou nosso olhar para públicos que ainda não alcançávamos diretamente e marcou o início da nossa atuação no cuidado dentro das empresas. O resultado foi tão positivo que, em 2026, a iniciativa será ampliada de uma para dez obras.

Oficina de brinquedos conduzida por voluntária

Empresas, faculdades e voluntários também contribuíram para oferecer formações nas áreas financeira, educacional e de empregabilidade às famílias atendidas. E, claro, nada disso seria possível sem cada doador que escolheu confiar no nosso trabalho.

Um ano de reconhecimento e visibilidade

É impossível olhar para trás e não pensar em 2025 com carinho. Afinal, foi um ano em que nosso trabalho foi visto por muita gente e, não só isso, o reflexo pode ser visto no crescimento do Instituto para novos horizontes, com parcerias sólidas e que tem nos levado mais longe – a mais famílias e crianças que precisam de cuidado.

Nossa participação no The Wall, do Domingão com Huck, foi um dos marcos que trouxeram mais pessoas interessadas em conhecer e fazer parte do nosso trabalho. Estar na TV foi uma forma de contar ao mundo a nossa história, e o retorno foi gratificante.

Momento emocionante da participação de Vera e Thaís no The Wall

Poucos meses depois, a notícia do apoio do Criança Esperança também foi essencial para seguirmos com nossos projetos e apoiar centenas de crianças.

Também fomos reconhecidos de diferentes formas nas nossas frentes de atuação. Recebemos destaques como o Selo Amigo da Pessoa com TEA e o CEBAS (Certificação das Entidades Beneficentes de Assistência Social), que mostram o impacto do Instituto nas áreas de direitos humanos, assistência social, diversidade e inclusão. Além disso, estivemos pela nona vez consecutiva entre as 100 melhores ONGs do Brasil, o que nos traz muito orgulho.

Equipe que faz a diferença 

Para que todo o trabalho de 2025 fosse feito e até mesmo para que esse relatório chegasse até você, foi preciso um esforço coletivo de toda nossa equipe que é diversa, plural e comprometida com o propósito do Instituto. 

Cada pessoa, seja da equipe técnica ou das áreas administrativas, teve papel importante no fortalecimento da nossa metodologia e na construção de caminhos para ampliar nosso impacto.

 

“Podemos dizer que foi um ano de movimento. Movimento de fortalecimento interno, de conexões aprofundadas e de planejamento para novas possibilidades. Ampliamos diálogos, aprofundamos parcerias e demos mais visibilidade às nossas ações, conscientes de que compartilhar trajetórias, conquistas e aprendizados é parte fundamental do nosso propósito transformador”, conclui Diego Schutz, diretor administrativo do Instituto C.

 

Momento emocionante da participação de Vera e Thaís no The Wall

Te convidamos a ler o Relatório de Atividades de 2025 e ver mais sobre o trabalho do IC e o nosso ano de transformações.

InstitucionalRodas de Conversa

Entendendo as rodas de conversa do Instituto C

As rodas de conversa, uma das atividades essenciais proporcionadas pelo Instituto C às famílias, são muito mais que simples encontros. Elas se configuram como verdadeiros elos de integração, promovendo um ambiente propício para conexões autênticas, escuta atenta e enriquecedor compartilhamento de conhecimentos e experiências.

Através desses diálogos significativos, as famílias aprendem sobre questões pertinentes e fortalecem os laços comunitários – proporcionando um espaço de acolhimento, aprendizado e apoio mútuo.

Aqui, você vai entender melhor como funcionam as rodas de conversa no Polo Centro e no Polo Zona Norte, a metodologia do Instituto C e a importância desse momento para cada família que por ali passa. 

Rodas de conversa: por que e como acontecem? 

A sede do Instituto C fica no Polo Centro, onde é executado o Plano de Ação Familiar – o primeiro projeto realizado pelo IC e com o qual iniciamos a testagem e modelagem da nossa metodologia de atendimento. 

No Polo Centro as rodas de conversa são bimestrais e fazem parte do plano de atendimento às famílias. Elas ocorrem em um esquema de alternância: um mês é dedicado ao atendimento individual com os técnicos de referência e no mês seguinte ocorre a roda de conversa, seguida pelos atendimentos multidisciplinares. “Temos um calendário prévio com os temas que vamos discutir ao longo do ano: no total são 6. Dividimos as famílias em grupos para garantir a inclusão de todas e, durante aproximadamente uma hora, elas participam das discussões”, explica Katia Moretti, coordenadora do Polo Centro.

Já o Polo Zona Norte foi inaugurado em março de 2022 e é onde executamos o projeto Cidadania em Rede – junção de toda expertise do Instituto C adquirida ao longo de uma década de atuação em um grande projeto que oferece atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade com crianças e adolescentes, residentes em comunidades do entorno do Polo Zona Norte. Ali, as rodas de conversa são realizadas semanalmente, abordando um tema diferente a cada semana.

Ao contrário do Polo Centro, onde as rodas se repetem, no Polo Zona Norte há uma variedade contínua de assuntos discutidos. Além dos atendimentos individuais que as famílias recebem, há esse momento de conversa todas as segundas-feiras à tarde. Os temas são escolhidos com base nas observações feitas pelos técnicos nos atendimentos individuais, nas demandas recorrentes e em datas importantes, como o Setembro Amarelo, por exemplo.

“Cada semana é um técnico diferente que assume a responsabilidade pela roda. São sempre dois técnicos envolvidos: um define o tema e conduz a discussão, enquanto o outro auxilia na organização logística e outras tarefas necessárias. O técnico designado para o tema pode conduzi-lo pessoalmente ou convidar especialistas para enriquecer a discussão”, explica Talita Lima, coordenadora do Polo Zona Norte. 

O impacto das rodas de conversa no atendimento

As rodas de conversa são cuidadosamente preparadas pelas técnicas do Instituto C, que identificam demandas coletivas e realizam pesquisas para enriquecer as discussões. O objetivo é promover um ambiente de trocas e aprendizado mútuo, evitando transformar as rodas em meras palestras. São empregadas dinâmicas e atividades que estimulam a participação ativa das famílias, incentivando a partilha de experiências e conhecimentos.

O impacto das rodas de conversa nos atendimentos é significativo, como evidenciado pelas avaliações das famílias. “A média de satisfação é extremamente alta, com uma nota média de 9,95, e todas as famílias concordam plenamente que as rodas ajudam a lidar com temas desconhecidos”, garante Kátia. “Nas rodas tive informações atuais e conhecimento que eu nunca havia acessado”, avaliou Fernanda Lima Zerbatto de Lucena, uma das mulheres atendidas pelo Instituto C no Polo Centro.

No Polo Zona Norte, embora todas as famílias sejam convidadas a participar, é importante observar que o dia da roda ocorre fora do horário habitual de atendimento, sendo dedicado principalmente à evolução de casos e visitas domiciliares. “A gente percebe que a frequência varia e geralmente é menor em comparação com o número total de famílias atendidas. No entanto, temas que ressoam com dores específicas das famílias, como autismo e desenvolvimento infantil, costumam atrair uma maior aderência”, diz Talita. 

Lá, os temas são divulgados antecipadamente, permitindo que as famílias escolham participar daquelas que mais lhes interessam. “Isso resulta em uma participação mais engajada, mesmo que o número de participantes seja menor, pois aqueles que comparecem têm um interesse direto no assunto discutido”, acrescenta Talita. 

Dentro das avaliações no Polo Zona Norte, 87% das famílias avaliaram como excelentes as rodas de conversas que participaram em 2023. “Foi muito positivo rever algumas atitudes que temos em relação aos meus filhos, identificando o que preciso melhorar, o quanto já melhorei e como a criação democrática e ao mesmo tempo firme é importante”, registrou Laize O. C. Santana, uma das mulheres atendidas pelo Instituto C. Já Nathalia Stephanie Felix de Morais, também atendida no Polo Zona Norte, reforçou a questão da identificação: “Esse encontro para mim foi importante para poder me expressar e ouvir pessoas que passam ou passaram por problemas parecidos”.

Retrospectiva dos temas das conversas

No Polo Centro, em 2023, os temas foram capacitismo, violência contra a mulher, importância do brincar, horta caseira, identidade e representatividade, e planos e metas. Dessas, Kátia destaca os temas sobre capacitismo e a importância do brincar, proporcionando trocas valiosas e desmistificando conceitos pré-existentes. “A identificação com as histórias, problemas e conquistas das outras famílias é um aspecto potente das rodas, promovendo um senso de comunidade e apoio mútuo entre os participantes”, reforça a coordenadora.

“Aprendi muito com essa roda de conversa. Eu já tinha ouvido de outros profissionais sobre a importância de brincar, mas hoje, com vocês eu pude compreender mesmo. A forma que vocês explicaram, abriu a minha visão. A partir de agora vou ter outro olhar quando levar meu filho para os tratamentos”, avaliou Katiane de Fátima da Silva, sobre a roda de conversa “A importância do brincar”, no Polo Centro.

Na Zona Norte, Talita destaca alguns eventos passados, como a roda sobre autismo com a presença de uma neuropedagoga, demonstraram um alto nível de interesse e participação ativa das famílias, que trouxeram feedbacks positivos após o evento. Da mesma forma, discussões sobre saúde da mulher e sexualidade feminina despertaram um misto de curiosidade e tabu, evidenciando a importância dessas conversas.

“Após cada roda de conversa, uma avaliação é realizada, permitindo que as famílias forneçam feedbacks e sugestões. No geral, as avaliações são positivas, pois as famílias reconhecem que não estão sozinhas e que há uma identificação mútua entre elas”, acrescenta Talita. 

Dessa forma, percebemos que as rodas de conversa do Instituto C representam muito mais do que simples encontros semanais ou bimestrais; são espaços de conexão, aprendizado e apoio. Tanto no Polo Centro quanto no Polo Zona Norte, esses momentos proporcionam às famílias não apenas uma oportunidade de discutir temas relevantes, mas também um lugar onde se sentem ouvidas, compreendidas e parte de uma comunidade solidária. O engajamento ativo das famílias, mesmo diante de temas desafiadores ou delicados, ressalta a importância e o impacto positivo dessas iniciativas na promoção do bem-estar e desenvolvimento integral de todos os envolvidos.

Institucional

Dia Mundial da Justiça Social: entenda a importância da data

Nesta terça-feira (20.02), comemora-se o Dia Mundial da Justiça Social, data criada em 2007 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). A ação pretende propor a reflexão de temas como igualdade de gênero, respeito à diversidade, promoção do trabalho decente e erradicação da pobreza.

A justiça social tem como princípio que todos os indivíduos possuem direitos e deveres semelhantes, incluindo direito à saúde, educação, trabalho e justiça. “Entendemos como função do Estado, e das instituições da sociedade civil como um todo, possibilitar e fortalecer estratégias de combate à desigualdade social e, a partir da coletividade, romper com os ciclos de naturalização da exclusão social e violação dos direitos fundamentais”, afirma Nayara Oliveira, psicóloga do Instituto C.

Para esclarecer o termo e a importância da data, vamos destrinchar aqui a origem do Dia Mundial da Justiça Social, os desafios dentro da sociedade brasileira e como a atuação do Instituto C fortalece cada indivíduo para essa luta. Aqui, você vai encontrar:

  • A origem do Dia Mundial da Justiça Social
  • O que significa justiça social
  • Instituto C como agente da justiça social

A origem do Dia Mundial da Justiça Social

Em 2007, em Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), foi definido o Dia Mundial da Justiça Social (20 de fevereiro). O objetivo da data é trazer reflexão sobre o tema e promover ações que possam servir de enfrentamento da pobreza, da discriminação, do desemprego e de qualquer outra forma de exclusão ou marginalização.

Em 2023, a ONU apontou um momento de oportunidades no Dia Mundial da Justiça Social, já que, de acordo com o órgão, são mais de 200 milhões de trabalhadores vivendo em pobreza absoluta por causa de crises múltiplas. Entre as causas do retrocesso, estão fatores como impacto do Covid-19, agitação geopolítica, crise econômica e desastres naturais. 

O que significa justiça social

E o que é justiça social? O termo baseia-se nos valores da equidade, igualdade, respeito pela diversidade, acesso à proteção social e aplicação dos direitos humanos em todos os domínios da atividade humana. No entanto, segundo os dados coletados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), conduzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2018, aproximadamente 6,5% da população do Brasil estava vivendo abaixo da linha de pobreza internacional, o que corresponde a cerca de 13,6 milhões de indivíduos.

Um dos resultados do agravamento da pobreza e das disparidades de renda no Brasil é evidenciada pelos dados fornecidos pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan). Em 2020, o país contava com 19 milhões de indivíduos em situação de fome. Comparando com os números de 2018, quando havia 10,3 milhões de pessoas passando fome, percebe-se um acréscimo de 9 milhões nessa condição durante o primeiro ano da pandemia. Isso evidencia um notável aumento da fome no Brasil.

Em suma, a justiça social é uma construção moral e política baseada na igualdade de direitos e na solidariedade coletiva. “É através dela que a gente consegue garantir a equidade e igualdade de oportunidades para os membros da nossa sociedade”, aponta Franciele Fernandes, assistente social do Polo Centro.

Para ela, a justiça social envolve a questão de distribuição justa de recursos, acesso aos serviços básicos e também a eliminação das desigualdades e das discriminações sociais. “Só conseguimos alcançar a justiça social por meio de políticas e práticas que visam reduzir as disparidades sociais. Dessa forma, a gente consegue promover a inclusão social e garantir que todos tenham condições dignas de vida”, diz. 

Instituto C como agente da justiça social

No Instituto C, a justiça social é promovida de maneira transversal. “Desde o momento em que chegamos em um território, ou uma família chega até nós, atuamos para isso. Elas carregam em si uma história singular, mas que também é social, cultural, histórica e economicamente construída e, muitas vezes, construída em cima de uma relação de poder em que uns possuem valor e outros não, atrelado às intersecções de raça, gênero e classe”, explica Nayara.

A partir do momento em que essas famílias se reconhecem como sujeitos de direitos, de maneira equânime, é preciso olhar para suas potências e vulnerabilidades com outro olhar, buscando ativamente que o que está previsto como direitos seja garantido e protegido. “Para que todas as pessoas possam sonhar, viver felizes e com suas relações fortalecidas, é preciso garantir seu acesso à moradia, educação, saúde e trabalho. Para isso, nosso trabalho de base é feito nesse reconhecimento, conhecimento destes direitos e o meio para alcançá-los ou lutar para que sejam concretizados”, diz.

Além da demanda individual de cada família, também são trabalhadas questões que são vivenciadas por todo o território. Com rodas de conversa e atendimentos em grupo, os assuntos podem ser problematizados para que, assim, sejam co-construídas rotas de saída outras que não a naturalização destas questões e a repetição destes ciclos. “A porta de tudo é se sentirem acolhidos, vistos e reconhecidos como dignos e com igualdade de oportunidades. A partir dos atendimentos, como acessar isso e se fortalecer para exercitar sua autonomia com dignidade”, garante Nayara.

Dessa forma, a consequência natural é caminhar rumo à justiça social, tornando famílias não só fortalecidas e autônomas, como também multiplicadoras, alcançando e impactando cada vez mais pessoas.